Bitcoin ruma ao pior mês desde 2022; estrategista prevê US$40.000

O Bitcoin está prestes a registrar seu pior mês desde junho de 2022, evidenciando uma forte pressão vendedora no mercado de criptoativos. Um estrategista de mercado previu uma potencial queda do token para US$40.000, um nível não visto desde o início de 2023. Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos, como a manutenção de juros altos, e uma redução na demanda por ETFs de Bitcoin spot. A desvalorização do BTC impacta diretamente empresas com grandes tesourarias em Bitcoin, como a MicroStrategy, e mineradoras que enfrentam margens de lucro comprimidas. Investidores brasileiros podem observar um aumento na aversão a risco global, impactando ativos mais voláteis e potencialmente o fluxo de capital para mercados emergentes. Historicamente, períodos de contração de liquidez global, como em 2018 e 2022, correlacionaram-se com quedas significativas no Bitcoin, com o token perdendo mais de 70% de seu valor em ciclos anteriores. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de dados de inflação dos EUA e a postura do Fed, que podem influenciar a liquidez global. No médio prazo, a persistência de um ambiente de juros elevados pode manter o Bitcoin sob pressão, com um cenário de recuperação dependente de uma mudança na política monetária ou de catalisadores específicos do setor.

Análise

O Bitcoin (BTC) deve continuar sob pressão nas próximas 2-4 semanas, com o preço atual de US$58.879 enfrentando resistência em US$60.000. O gatilho para uma queda mais acentuada seria o rompimento do suporte de US$50.000, pavimentando o caminho para US$40.000. No médio prazo (1-3 meses), uma recuperação sustentável dependerá de uma sinalização clara de corte de juros pelo Fed ou de um catalisador institucional forte, como novas adoções corporativas.

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