O dólar registrou estabilidade no mercado brasileiro, enquanto no cenário internacional, a moeda norte-americana cedia ante quase todas as demais divisas globais. Este movimento de desvalorização do dólar no exterior, provavelmente impulsionado por reavaliações de política monetária de outros bancos centrais ou por um aumento no apetite global por risco, tende a aliviar a pressão de alta sobre o câmbio em mercados emergentes como o Brasil. Por outro lado, exportadoras como VALE3 e SUZB3 podem ter sua receita em real reduzida ao converterem seus ganhos em dólar. Um dólar mais fraco no cenário global pode contribuir para a redução da pressão inflacionária no Brasil, especialmente em produtos importados e commodities cotadas em dólar, impactando os preços ao consumidor. Em períodos de desvalorização do dólar frente a outras moedas, como observado em meados de 2009-2010 após a crise financeira, houve um alívio nos custos de importação e uma melhora na relação de troca para países emergentes. Os próximos dados econômicos globais, como os relatórios de inflação (CPI) e emprego (payroll) dos EUA e as decisões de política monetária do Fed, serão cruciais para a direção do dólar. O desfecho da estabilidade do dólar dependerá da intensidade e da sustentabilidade da fraqueza da moeda americana no exterior e das perspectivas para o diferencial de juros entre Brasil e EUA.
A decisão do FOMC em 28 de outubro de 2026 e os dados de inflação ao consumidor (CPI) em 10 de novembro de 2026 e o relatório de empregos (payroll) em 6 de novembro de 2026 nos EUA serão cruciais para definir a trajetória do dólar globalmente, impactando o câmbio no Brasil.
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