Midterms não reduzirão custos de empréstimos

Em 5 de novembro de 2026, a InfoMoney publicou que, com os democratas assumindo o controle das duas câmaras do Congresso, as empresas norte‑americanas podem enfrentar um escrutínio maior sobre investimentos em IA e data centers. Josh Putnam, líder global e das Américas de finanças corporativas da EY‑Parthenon, afirmou que os CFOs devem entrar em 2027 esperando custos de empréstimos sustentadamente mais altos e que as condições de financiamento provavelmente permanecerão voláteis, independentemente do partido no poder. Ele aconselhou testar a resiliência das metas de investimento, avaliar vencimentos de dívidas e proteger a flexibilidade do balanço. Gregory Daco, economista‑chefe da EY‑Parthenon, acrescentou que um governo dividido não empurraria automaticamente os prêmios de prazo para cima, mas que repetidos desentendimentos orçamentários e maior incerteza fiscal reforçariam a pressão de alta nas taxas. Mark Williams, professor de finanças da Questrom School of Business e ex‑examinador do Federal Reserve Bank, observou que a incerteza política pode afetar o acesso ao crédito e o custo de financiamento de curto prazo, com bancos apertando condições de crédito e reduzindo empréstimos. Ele recomendou que empresas que dependem de commercial paper considerem financiamento de longo prazo, diversifiquem fontes de financiamento e garantam linhas de crédito em vários bancos. Williams também sugeriu que CFOs desenvolvam modelos internos para preencher lacunas em dados econômicos atrasados por paralisações legislativas e que contratantes do governo avaliem possíveis atrasos nos pagamentos.

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