O Ibovespa futuro (WINQ26) recuou 0,37%, negociando em 174.600 pontos logo após a abertura, influenciado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Simultaneamente, os futuros de Wall Street caíram, pressionados por questões no segmento de chips, refletindo um enfraquecimento do apetite por risco nos EUA. O dólar à vista subiu para R$ 5,11, acompanhando a tendência internacional de valorização da moeda americana. O aumento do dólar tende a beneficiar exportadores brasileiros ao melhorar a competitividade externa, ao passo que eleva os custos de importação e de combustíveis para setores como aviação. O conflito no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo, gerando expectativas de alta nos resultados de empresas de energia e mineração. A combinação de risco geopolítico e fluxo de capitais para ativos de refúgio reduz a liquidez disponível para ações de maior risco no Brasil. O mercado aguarda a evolução do conflito e os próximos indicadores macroeconômicos globais para confirmar a direção dos fluxos de capital.
A evolução do conflito no Oriente Médio nas próximas semanas e a divulgação dos indicadores de inflação dos EUA (CPI) definirão a direção da aversão ao risco e a trajetória do dólar.
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