A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira, 5, encerrou uma crise política que ameaçava seu governo e reacendeu o debate sobre a instabilidade institucional do país. A crise ganhou força após a intervenção do Banco Central no Ueno Bank, instituição ligada a um grupo do qual Peña foi acionista até março de 2025, deixando milhões de clientes sem acesso às contas e provocando protestos. Parlamentares da oposição apresentaram um pedido de impeachment contra o presidente, com acusações de conflito de interesses, uso indevido de recursos previdenciários e encobrimento de irregularidades, aprofundando divergências internas no Partido Colorado e enfraquecendo a sustentação política do governo. O Congresso iniciou discussões sobre o afastamento de Peña, mas o processo foi interrompido pela renúncia antes da conclusão. A rapidez da crise lembra o caso de Fernando Lugo em 2012, quando o presidente foi destituído em menos de 36 horas, e o episódio de 2017, quando uma tentativa de mudança constitucional provocou protestos e violência no Congresso.
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