O Estreito de Ormuz registrou um tráfego de apenas 10 navios de commodities na quarta-feira, com 9 entrando e apenas 1 saindo, este último carregado com fertilizantes. Este número fica significativamente abaixo da média de 17 embarcações nos últimos 10 dias, sinalizando uma desaceleração preocupante na vital rota de transporte global. A redução do tráfego é atribuída à falta de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito, mantendo a tensão geopolítica na região. Historicamente, eventos de disrupção em rotas marítimas, como o bloqueio do Canal de Suez em 2021, provocaram picos nos fretes e nos preços das commodities por semanas. A monitorização da retórica entre EUA e Irã será crucial nas próximas semanas para determinar a trajetória do tráfego e dos preços, com cenários que variam de uma normalização gradual a uma escalada de custos.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo e dos fertilizantes permaneçam elevados ou subam ainda mais, dada a persistência das tensões. O gatilho para uma aceleração ou reversão será qualquer anúncio sobre o progresso das negociações entre EUA e Irã, ou um incidente naval na região. A médio prazo (1-3 meses), a cadeia de suprimentos global pode se adaptar com rotas alternativas, mas a um custo mais alto, mantendo pressão inflacionária.
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