Os preços do petróleo caem aproximadamente 1% nesta terça-feira, com o Brent negociado a US$73.39 e WTI a US$70.17, e devem encerrar junho com uma queda de 20%, devolvendo ganhos da sessão anterior. A expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã em Doha, somada a um cessar-fogo provisório de quatro meses, reduz o prêmio de risco geopolítico sobre a oferta global de petróleo, sugerindo potencial aumento da oferta iraniana. Consequentemente, empresas de energia como ExxonMobil (XOM) e Petrobras (PETR4) são pressionadas para baixo, enquanto companhias aéreas como Azul (AZUL4) e empresas de logística como Maersk (MAERSK.B) podem se beneficiar de custos de combustível mais baixos. No Brasil, a queda do petróleo tende a aliviar a pressão inflacionária, potencialmente impactando positivamente o real (BRL) e o Ibovespa (IBOV) ao reduzir a necessidade de juros altos. Em 2015, o acordo nuclear com o Irã (JCPOA) levou a uma sobreoferta e queda do petróleo de 30% em seis meses, similar ao impacto de um possível retorno da oferta iraniana. O próximo gatilho será o desfecho das negociações EUA-Irã e a sustentabilidade do cessar-fogo, que podem consolidar ou reverter a tendência de baixa do petróleo. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a continuidade das negociações e a estabilidade regional podem manter o petróleo sob pressão, a menos que outros fatores de oferta/demanda surjam.
Nas próximas 2-4 semanas, o petróleo Brent (US$73.39 hoje) deve consolidar na faixa de US$70-75, com potencial de queda para US$68 se as negociações EUA-Irã progredirem. O principal gatilho de reversão seria o colapso das conversas ou a retomada de hostilidades no Oriente Médio, que poderiam impulsionar o Brent acima de US$80.
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