Cooperativismo de crédito cresce e reforça proximidade com associados em cenário de transformação no sistema financeiro

A forma como os brasileiros se relacionam com os serviços financeiros mudou significativamente na última década. Ao mesmo tempo em que a digitalização ganhou espaço no setor e ferramentas como o Pix transformaram a experiência bancária, o país também registrou uma redução da presença física das instituições financeiras tradicionais. O número de agências bancárias no país caiu cerca de 37% nos últimos dez anos, passando de aproximadamente 22,8 mil unidades em 2015 para pouco mais de 14 mil em 2026. Atualmente, 48% dos municípios brasileiros não contam com agências bancárias tradicionais, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Neste cenário, o cooperativismo de crédito vem ampliando sua presença física e contribuindo para a inclusão financeira, por meio de um modelo que alia a proximidade com o associado e o desenvolvimento das comunidades. "Conhecendo de perto os desafios e potencialidades de cada região, as cooperativas conseguem atuar junto aos associados para impulsionar negócios, fortalecer a economia local e gerar benefícios que permanecem nas próprias comunidades. É assim que o cooperativismo contribui para promover prosperidade de forma sustentável e compartilhada", afirma Rogério Machado, superintendente de Cooperativismo do Sicredi. Segundo o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, produzido pelo Banco Central, as cooperativas de crédito estavam presentes em mais de 3,2 mil municípios brasileiros em dezembro de 2025, cobrindo cerca de 59% das cidades. Em mais de mil municípios, são a única instituição financeira com atendimento presencial disponível para a população. O crescimento também pode ser observado nos números do setor. Atualmente, as cooperativas de crédito já reúnem mais de 21 milhões de associados no país, somam mais de R$ 1 trilhão em ativos. Além disso, alcançaram a participação de 8,5% na carteira de crédito e 9,8% nos depósitos do Sistema Financeiro Nacional. No mundo, o cooperativismo de crédito possui mais de 400 milhões de associados, mais de 60 mil instituições, distribuídas em mais de 100 países, demonstrando a relevância de um modelo que alia solidez financeira, participação dos associados e geração de valor compartilhado. Conveniência tecnológica aliada ao relacionamento próximo Em um ambiente cada vez mais conectado, cresce também a importância de instituições capazes de combinar conveniência tecnológica e relacionamento próximo. O tema do Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito (DICC) de 2026, definido pelo World Council of Credit Unions (WOCCU), resume esse movimento: “Finanças Cooperativas: Um Sinal Firme em um Mundo Ruidoso”. A proposta destaca o papel das cooperativas como instituições que oferecem orientação, relacionamento e apoio financeiro em um ambiente cada vez mais marcado pelo excesso de informações e pela rapidez das transformações no setor. O conceito também reforça que inovação e proximidade são complementares. A tecnologia amplia o acesso e torna a experiência mais conveniente, enquanto o conhecimento da realidade local permite oferecer soluções alinhadas às necessidades dos associados e das comunidades. “A celebração do Dia Internacional das Cooperativas de Crédito reforça o valor de um modelo que alia solidez e confiança, inovação, proximidade e desenvolvimento local. Em um cenário de rápidas transformações, as cooperativas contribuem para ampliar o acesso a soluções financeiras, mas sempre mantendo o olhar ao bem-estar financeiro dos associados. No Sicredi, acreditamos que relações de confiança, participação e cooperação são fundamentais para promover prosperidade nas comunidades”, finaliza Machado. Atualmente no Sicredi, primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, são mais de 10,5 milhões de associados, mais de 3,1 mil agências e está presente em 2,2 mil municípios. Além disso, é a única instituição financeira com atendimento físico em mais de 200 municípios brasileiros, que somam cerca de 1,1 milhão de habitantes. Impacto positivo do cooperativismo de crédito no Brasil Os benefícios do cooperativismo de crédito não se limitam à experiência financeira dos associados. Com o crescimento consistente, o modelo cooperativo também se traduz em impacto positivo nos locais onde está presente. Ao se tornarem associadas, as pessoas contribuem para o desenvolvimento de suas regiões, já que parte dos recursos retorna às comunidades por meio de programas e projetos sociais, iniciativas de educação financeira, apoio ao empreendedorismo e investimentos em desenvolvimento local. Uma pesquisa conduzida pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), demonstra que a presença das cooperativas de crédito tem efeitos diretos no avanço econômico e social dos municípios. Os dados apontam que, nas cidades onde há essas instituições, há incremento de 10% no PIB per capita, aumento de 15,1% no total de vagas de emprego e de 15,6% no número de estabelecimentos comerciais. O investimento social do Sicredi, superou R$ 409 milhões em 2025, conforme o seu Relatório de Sustentabilidade. O valor equivale a mais de R$ 1 milhão por dia direcionado às regiões onde a instituição atua, sendo aplicado pelas 100 cooperativas do Sistema. Números do cooperativismo de crédito no Brasil + 21 milhões de associados + 753 cooperativas de crédito + 10 mil agências + 1 trilhão em ativos totais Números do Sicredi + de 10,5 milhões de associados + de 3,1 mil agências Em + de 200 municípios é a única instituição financeira com presença física + 409 milhões em Investimento Social em 2025 + de 500 bilhões em ativos totais

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