Madison Faller, do JPMorgan Private Bank, aconselha que investidores adotem uma postura mais seletiva em relação às ações europeias. A principal justificativa é que a recente melhora nos resultados corporativos já está amplamente refletida nas valuations atuais, tornando os ativos mais caros. Esse cenário reduz a margem de segurança e o potencial de upside para estratégias generalistas, deslocando o foco para escolhas de empresas com vantagens competitivas claras ou nichos específicos. Para o investidor brasileiro, a menor atratividade das ações europeias pode direcionar capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil, potencialmente beneficiando o IBOV (via BOVA11) e exportadoras. Um paralelo histórico pode ser traçado com o período pós-crise de 2008-2009, quando a recuperação de lucros nos EUA levou à compressão dos prêmios de risco a partir de 2011, exigindo maior discernimento na seleção de ações. Os próximos relatórios de lucros do terceiro trimestre de 2026 para empresas europeias serão cruciais para validar ou refutar a tese de valuations esticadas. No médio prazo (6-12 meses), a seletividade deve ser a tônica, favorecendo empresas com forte geração de caixa e dividendos sustentáveis.
Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de maior volatilidade e menor potencial de upside generalizado para o mercado europeu, com investidores analisando os próximos balanços. Se as empresas não entregarem crescimento de lucros acima do esperado, a pressão sobre as valuations continuará. No médio prazo (6 meses), a seletividade será crucial, com capital fluindo para empresas com fundamentos sólidos e dividendos, enquanto o BOVA11 pode se beneficiar de realocações.
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