Nesta terça-feira (3), os índices futuros de Nova York registram queda, refletindo a intensificação das vendas de ações de tecnologia e a crescente apreensão dos investidores em relação às eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos. As projeções dos sites Polymarket e Kalshi indicam probabilidades de 77% e 76%, respectivamente, de que os democratas assumam o controle do Senado, enquanto a disputa pela Câmara aponta para uma vitória democrata. A pressão no setor de tecnologia foi acentuada após a Apple recuar 2% nas negociações do after-market, em decorrência de uma projeção de margem considerada decepcionante pelo mercado e vendas de iPads no 4º trimestre fiscal aquém das estimativas de Wall Street. Os mercados europeus e da Ásia-Pacífico também operam em baixa generalizada, com o setor de tecnologia sendo um dos principais vetores das perdas na Coreia do Sul e em Taiwan. Em contraste, os preços do petróleo sobem após a notícia de um ataque dos Estados Unidos à ilha iraniana de Qeshm, intensificando as preocupações com a escalada de um conflito de oito meses. Adicionalmente, o banco central da Austrália elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, atingindo 4,85%, o nível mais alto desde novembro de 2008. As cotações do minério de ferro na China, por sua vez, encerraram em baixa, sob pressão do aumento da oferta e da demanda fraca.
O desfecho da incerteza política nos EUA dependerá dos resultados das eleições de meio de mandato. A direção dos mercados será influenciada pela Pesquisa de Vagas de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra de setembro e pelos dados de encomendas industriais, que os investidores aguardam. A evolução do conflito no Oriente Médio, em especial após o ataque à ilha iraniana de Qeshm, definirá a trajetória dos preços do petróleo e o sentimento de risco global.
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