O uso medicinal da cannabis no Brasil projeta um crescimento exponencial, com estimativas de 873 mil pacientes em 2025 e potencial para 6,9 milhões, conforme a Kaya Mind. Esse avanço expõe uma lacuna crítica na cadeia produtiva: a falta de formação técnica formal para profissionais. Tal deficiência atua como um mecanismo de restrição de oferta, elevando custos operacionais e limitando a inovação em um mercado com demanda crescente. Para investidores, isso significa que players globais do setor de cannabis podem ter vantagem inicial, enquanto empresas brasileiras de educação e saúde podem se beneficiar ao preencher essa lacuna. Historicamente, a expansão de novas indústrias, como a de energias renováveis no Brasil nos anos 2010, enfrentou desafios similares de escassez de mão de obra qualificada, resultando em atrasos e aumento de custos. O próximo gatilho a monitorar são as propostas regulatórias e iniciativas de capacitação profissional nos próximos 12-18 meses. No médio prazo, o setor dependerá da capacidade do país em formar esses especialistas para destravar seu pleno potencial.
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