O Grupo Aeroportuario del Pacífico (PAC) reportou uma diminuição de 5.1% no tráfego de passageiros em junho, consolidando uma tendência de queda observada nos últimos meses. Este cenário afeta diretamente as receitas aeronáuticas, como taxas de pouso e embarque, e as não-aeronáuticas, incluindo aluguel de lojas e estacionamento. A continuidade da baixa demanda por viagens pode levar a uma revisão das projeções de receita e lucro para a PAC e outras operadoras aeroportuárias mexicanas, como OMA e ASUR. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, mas serve como um alerta para a fragilidade do setor de turismo e aviação em mercados emergentes, potencialmente afetando ETFs de ações latino-americanas. Historicamente, quedas prolongadas no tráfego, como as vistas após o 11 de setembro (quando o tráfego aéreo dos EUA caiu cerca de 10-20% em 2001-2003) ou a pandemia de COVID-19 (com reduções de 60-90% em 2020), resultam em forte pressão sobre o valuation das empresas do setor. O próximo relatório de tráfego mensal ou dados macroeconômicos sobre o turismo no México e EUA serão gatilhos importantes para o mercado. No médio prazo, a recuperação dependerá da estabilização econômica regional e da confiança do consumidor para viagens.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que PAC e suas concorrentes continuem sob pressão vendedora, com o mercado monitorando de perto os próximos relatórios de tráfego e os dados macroeconômicos do México e dos EUA. Uma estabilização do tráfego acima de -2% ou um dado de PIB positivo no México poderia atenuar a queda, mas a tendência de baixa deve prevalecer no curto prazo.
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