Giancarlo Greco, CEO da Elo e presidente da Abecs, declarou que o Pix e os cartões de crédito e débito mantêm uma convivência "muito boa", atuando como métodos de pagamento complementares no mercado. Segundo Greco, a verdadeira competição entre esses meios digitais é contra o dinheiro em papel-moeda, impulsionando a digitalização das transações. Essa perspectiva reduz a percepção de risco de canibalização severa do Pix sobre as receitas das operadoras de cartão. Consequentemente, empresas como CIEL3, STNE e PAGS34 podem ver suas projeções de receita estabilizadas ou com menor pressão descendente. Bancos como ITUB4 e BBDC4 também se beneficiam da redução de custos operacionais com dinheiro físico e do aumento do volume transacional digital. Historicamente, a introdução de novos meios de pagamento, como o cartão de débito na década de 1990, gerou temores de canibalização, mas resultou em expansão do mercado total de transações eletrônicas. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de dados de market share e volume transacionado entre Pix e cartões nos próximos relatórios da Abecs. No médio prazo, o cenário é de contínua digitalização, com possível aumento da receita total de transações para o setor financeiro.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado deve absorver a narrativa de complementariedade, reduzindo parte da pressão sobre as ações de empresas de pagamentos. Gatilhos importantes serão os próximos relatórios trimestrais, que trarão dados concretos sobre o mix de transações. No médio prazo (6-12 meses), a tendência de digitalização deve continuar, com Pix e cartões consolidando seus espaços. Se a Abecs divulgar dados que comprovem a manutenção do volume de cartões, CIEL3 pode testar R$5,50 e STNE/PAGS34 podem subir 8-12%.
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