O petróleo Brent avançou 1%, atingindo US$ 100, impulsionado por crescentes tensões geopolíticas entre Irã e EUA, enquanto o petróleo WTI também registrou alta, mas com menor intensidade. A escalada no Oriente Médio eleva o prêmio de risco sobre o petróleo, gerando temores de interrupção no fornecimento e impactando diretamente a oferta global. Para o investidor brasileiro, o aumento do petróleo pode impulsionar a inflação doméstica, pressionar o câmbio e influenciar a política de preços da Petrobras. Durante a Guerra do Golfo em 1990, os preços do petróleo dobraram em questão de semanas, ilustrando a sensibilidade do mercado a choques de oferta na região. O próximo gatilho a monitorar são as declarações oficiais de Irã e EUA, além de qualquer movimento militar ou sanção que possa agravar ou desescalar o conflito. No médio prazo, a persistência das tensões pode manter o petróleo em patamares elevados, impactando cadeias de suprimentos e o crescimento econômico global.
Nas próximas 2-4 semanas, o petróleo Brent deve manter-se volátil, com uma tendência de alta se as tensões Irã-EUA não demonstrarem sinais de arrefecimento, podendo superar os US$ 100 e testar US$ 105-108. O principal gatilho de aceleração seria qualquer notícia de interrupção de rota marítima ou escalada de sanções. Um recuo abaixo de US$ 95 indicaria desescalada e alívio para a inflação global. No médio prazo, até o final do ano, a sustentação de patamares elevados dependerá da evolução geopolítica e da demanda chinesa.
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