Bradesco reduz PIB de 2027 a 0,4%, eleva inflação e adia cortes na Selic para 2027

O Bradesco divulgou na sexta-feira uma revisão de cenário macroeconômico que reduz a projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2027 para 0,4 % e eleva a inflação prevista para 5,3 %. A instituição, liderada pelo economista Fernando Honorato Barbosa, também mantém a taxa Selic estável durante o primeiro semestre de 2027, antecipando quatro cortes de 0,25 ponto percentual no segundo semestre, o que levaria a Selic a 12,75 % no fim de 2027. O banco destaca que a combinação de condições financeiras mais restritivas, menor confiança e desaceleração do crédito aprofundará a perda de fôlego da economia nos próximos trimestres, enquanto o endividamento público pressionará a taxa de câmbio, elevando a projeção do dólar para R$ 5,50. A projeção da inflação de 2027 foi ajustada de 4,1 % para 5,3 %, incorporando efeitos da jornada de trabalho, reoneração dos combustíveis e reforma tributária, com alerta de possível 6,7 % sob incertezas.

Análise

A decisão do Copom sobre a trajetória da Selic em sua reunião de 2027 definirá se os cortes previstos ocorrerão conforme o plano do Bradesco. Além disso, a publicação dos resultados fiscais do governo federal para 2026‑2027, especialmente o resultado primário, confirmará ou refutará as premissas de estabilidade fiscal usadas na projeção.

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