Em entrevista ao programa Bravamente, Roberto Monteiro, CEO da Prio, declarou que a companhia não pretende mudar para outras fontes de energia, mantendo o foco na produção de petróleo. A decisão contrasta com a estratégia de empresas internacionais: a TotalEnergies firmou parceria com a Casa dos Ventos para desenvolver 12 GW de projetos renováveis no Brasil até 2030; a Equinor participa dos complexos solares Apodi (162 MW) e Mendubim (531 MW); a BP assumiu a antiga BP Bunge Bioenergia, com 11 unidades de açúcar e etanol. A Petrobras, embora mantenha o petróleo como prioridade, alocou US$ 13 bilhões do plano de investimentos 2026‑2030 à transição energética. Os resultados do terceiro trimestre de 2026, divulgados em 4 de novembro, mostraram que a Prio registrou receita total de US$ 1,6 bilhão, alta de 171 % versus 2025, EBITDA ajustado de US$ 1,1 bilhão (+235 %), lucro líquido de US$ 521 milhões (+468 %). A produção média atingiu 191,6 mil barris por dia, aumento de 117 % anual, impulsionada pelos campos Wahoo, Frade e Peregrino. O custo de extração caiu 55 % para US$ 7,9 por barril, e a emissão de CO² equivalente caiu 54 % para 17,7 kg por barril. O reparo do gasoduto de Peregrino em setembro reduziu o consumo de diesel na geração de energia do campo, usando gás natural.
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