A opinião pública americana tem se voltado contra Israel, com a maioria dos cidadãos se opondo à guerra no Irã e os democratas da Câmara votando para reduzir a ajuda militar, após dois anos de conflito em Gaza. Essa mudança indica um enfraquecimento do lobby pró-Israel, exemplificado pela derrota contínua de candidatos apoiados pela Aipac. Economicamente, a potencial redução da ajuda militar impacta diretamente as empresas de defesa dos EUA que fornecem armamentos e sistemas a Israel. A diminuição do risco de um conflito maior com o Irã pode aliviar a pressão sobre os preços globais do petróleo e reduzir o prêmio de risco geopolítico. Para o investidor brasileiro, um cenário de menor tensão global tende a favorecer ativos de mercados emergentes, como o EWZ, devido a um ambiente de 'risk-on'. Historicamente, cortes de ajuda militar dos EUA a aliados, como o Egito em 2013, resultaram em renegociações de contratos e ajustes nas estratégias de defesa dos países afetados. O próximo gatilho a observar é qualquer votação concreta sobre a ajuda militar no Congresso dos EUA e novas declarações sobre as relações EUA-Irã. No médio prazo, essa dinâmica pode levar a uma reconfiguração das cadeias de suprimentos de defesa e a uma estabilização ou queda nos preços do petróleo, dependendo da evolução do cenário no Oriente Médio.
Nas próximas 4-6 semanas, qualquer avanço legislativo nos EUA sobre a ajuda militar a Israel ou declarações oficiais sobre a política externa em relação ao Irã serão cruciais. Um cenário de desescalada mais clara poderia impulsionar ativos de mercados emergentes como o EWZ. No médio prazo, se a tendência de redução de apoio continuar, as empresas de defesa precisarão diversificar suas bases de clientes, enquanto o setor de energia poderá ver um período de preços mais estáveis.
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