O Vice-Presidente de Desenvolvimento e Engenharia da Ocean Mining, Jason Hughes, afirmou que a Proposta de Melhoria do Bitcoin (BIP-110) está fadada ao fracasso, com a sinalização de hashrate abaixo de 1% e a de nós entre 7-15%, antes da janela crítica do bloco 961632. A ausência de apoio substancial dos mineradores e nós impede a ativação da BIP-110, demonstrando a governança descentralizada e o rigoroso processo de consenso do Bitcoin, onde mudanças significativas exigem ampla adesão para evitar divisões na rede. A não implementação da BIP-110 pode reduzir a volatilidade associada a incertezas de protocolo para BTC, potencialmente impactando positivamente a percepção de estabilidade, enquanto mineradoras como MARA e RIOT mantêm o status quo operacional. Investidores brasileiros em ETFs como HASH11 e BITH11 devem ver uma manutenção da estabilidade do protocolo Bitcoin, sem as implicações de uma atualização controversa que poderia gerar forks ou instabilidade de preço no BTC. Historicamente, propostas como o SegWit (BIP-141) em 2017 enfrentaram longos períodos de debate e sinalização, mas acabaram por ser ativadas após atingir o consenso necessário, ao contrário da BIP-110 que não conseguiu mobilização. O monitoramento da sinalização de outras BIPs futuras e a reação do mercado após a passagem do bloco 961632 serão cruciais para avaliar a apetência por mudanças no protocolo. No médio prazo, a falha da BIP-110 reforça a natureza conservadora do desenvolvimento do Bitcoin, o que pode atrair capital que busca segurança e previsibilidade em detrimento de inovações rápidas, consolidando o BTC como um ativo de reserva.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve absorver a notícia da falha da BIP-110 sem grandes oscilações para o BTC, com o foco se voltando para dados macroeconômicos e o fluxo de ETFs spot de Bitcoin. A estabilidade do protocolo é um gatilho para a manutenção da confiança institucional.
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