O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontou que os países em desenvolvimento enfrentarão um déficit de 800 milhões de empregos nos próximos dez anos, segundo Alexander De Croo. Essa escassez reduz a demanda interna e pressiona o crescimento econômico, criando incerteza para investidores. O alerta afeta investidores em ativos de mercados emergentes, pois a perspectiva de menor consumo eleva o risco de retorno desses papéis. De Croo enfatizou que uma transição da ajuda humanitária para investimento do setor privado pode gerar fluxos de investimento direto e melhorar a criação de postos. A notícia não traz reações de agentes de mercado específicas. Em 2008, a crise financeira elevou o desemprego global em cerca de 6% e acionistas de emergentes registraram queda média de 20%, demonstrando o potencial impacto de déficits de emprego. O próximo marco a observar são as decisões de política de investimento nos fóruns do FMI e do G20, programados para novembro. O desfecho dependerá da capacidade dos governos emergentes de atrair investimento privado versus a continuidade da escassez de empregos.
A definição do desfecho dependerá das políticas de incentivo ao investimento privado anunciadas nas próximas reuniões do FMI e do G20, previstas para novembro, e dos indicadores de fluxo de investimento direto nos mercados emergentes.
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