Ouro interrompe queda e avança 1%

O contrato futuro mais negociado de ouro fechou em alta de 1% na quinta (15 de outubro)‑feira (15), interrompendo a queda acumulada nos últimos dias. O ganho reflete a reação dos investidores à divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA, que superou as expectativas, sinalizando pressão inflacionária. Com a inflação em foco, o ouro atrai compradores que buscam proteção, enquanto ativos sensíveis a juros, como títulos de renda fixa, podem perder apelo. A expectativa de que o Federal Reserve mantenha a política monetária restritiva ou aumente a taxa de juros alimenta a demanda por reserva de valor em ouro. Gestores de fundos de commodities relataram aumento de alocação em ETFs de ouro, reforçando o fluxo de capital para o ativo. Movimentos semelhantes ocorreram em março de 2022, quando o ouro subiu cerca de 6% após o PPI registrar alta de 0,7%. O próximo ponto de decisão será a reunião do FOMC em 28 de outubro, seguida pela divulgação do CPI dos EUA em 10 de novembro. O desfecho dependerá da postura do Fed sobre a taxa Selic americana e da evolução dos indicadores de preços, que determinarão se o ouro continuará a ser visto como refúgio.

Análise

A decisão do Fed em 28 de outubro e o CPI dos EUA em 10 de novembro determinarão se a pressão inflacionária persiste e influenciarão o preço do ouro.

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