Mislav Matejka, estrategista do JPMorgan Chase & Co., reafirmou sua projeção otimista para as ações europeias, tornando-se o analista mais bullish monitorado pela Bloomberg. Ele prevê que o impacto negativo da guerra no Irã sobre os mercados de ações europeus será de curta duração. Este posicionamento sugere que os declínios recentes representam uma oportunidade de compra, impulsionada por uma percepção de valuations atrativas e um eventual abrandamento das tensões geopolíticas. Para investidores brasileiros, um rally europeu pode fortalecer o Euro e indiretamente o BRL, além de gerar oportunidades em fundos globais. Historicamente, conflitos regionais como a Guerra do Golfo (1991) mostraram quedas acentuadas seguidas por recuperações em 'V', com o S&P 500 subindo cerca de 18% nos 6 meses seguintes. O próximo gatilho será a estabilização ou desescalada do conflito, juntamente com dados econômicos que confirmem a resiliência da zona do Euro. No médio prazo, espera-se que a resiliência corporativa e a disciplina fiscal europeia apoiem a tese de Matejka, apesar dos riscos geopolíticos.
Nas próximas 4-6 semanas, esperamos que as ações europeias mostrem sinais de estabilização e recuperação moderada, com o EZU testando a resistência de curto prazo. O principal gatilho será a ausência de novas escaladas significativas no conflito Iraniano e a divulgação de dados PMI e inflação da Zona do Euro. Se o Brent ($73.32 hoje) cair abaixo de $70, isso reforçaria a tese de desescalada, impulsionando a confiança dos investidores em equities europeias.
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