A rejeição da proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz por Donald Trump elevou o preço do Brent para aproximadamente US$108, impulsionando simultaneamente os rendimentos dos Treasuries americanos e dos títulos prefixados do Tesouro Nacional brasileiro para perto de 14%. Este movimento é impulsionado pela incerteza geopolítica, que ameaça a oferta global de petróleo e gera expectativas de inflação mais alta, forçando os mercados a precificar juros futuros mais elevados. No Brasil, a alta dos Treasuries pressiona a curva de juros doméstica, elevando o prêmio de risco para investidores. Um paralelo histórico pode ser traçado com a Crise do Petróleo de 1973, onde choques de oferta levaram a inflação e aumento de juros globais. Os próximos passos das negociações entre Irã e Estados Unidos, bem como a divulgação de dados de inflação global, serão os principais gatilhos a monitorar. No médio prazo, a persistência ou desescalada das tensões determinará a trajetória dos preços de energia e das taxas de juros globais.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Brent se mantenha volátil, mas com viés de alta na faixa de US$105-110 se as tensões persistirem. Os rendimentos dos Treasuries devem continuar a escalar, com os prefixados brasileiros seguindo a tendência. Gatilhos para uma mudança de cenário incluem declarações de líderes sobre o Estreito de Ormuz ou dados de inflação que surpreendam negativamente. No médio prazo (1-3 meses), a ausência de um acordo pode consolidar os prêmios de risco e manter os custos de energia elevados.
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