Atas divulgadas em 7 de outubro apontam a dívida associada à inteligência artificial (IA) como um fator contribuinte para a persistência de yields elevados nos mercados financeiros. A demanda por capital para financiar o rápido crescimento e desenvolvimento de infraestrutura de IA está aumentando a concorrência por financiamento, o que exerce pressão altista sobre as taxas de juros e rendimentos dos títulos. Este cenário cria um "vento contrário macro" significativo para ativos de risco como Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH), que tendem a ter desempenho inferior em ambientes de juros altos devido ao maior custo de oportunidade e menor apetite por risco. Em 2018, após o ciclo de alta de juros do Fed, a manutenção de yields elevados devido a fatores estruturais também impactou negativamente ativos de crescimento e emergentes, com o BTC caindo cerca de 70% naquele ano. Os próximos relatórios de lucros das empresas de tecnologia e os dados de inflação e emprego dos EUA, como o Payroll em 6 de novembro de 2026, serão cruciais para reavaliar a trajetória dos yields. O desfecho dependerá da capacidade das empresas de IA de gerar fluxo de caixa suficiente para cobrir o serviço da dívida e da sustentabilidade dos lucros do setor de tecnologia frente a um custo de capital mais elevado.
A próxima decisão de juros do FOMC em 4 de novembro de 2026 e a divulgação do Payroll dos EUA em 6 de novembro de 2026 serão eventos-chave. A evolução dos yields de títulos do Tesouro dos EUA, especialmente o de 10 anos , indicará a sustentabilidade da pressão de alta.
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