Flávio Bolsonaro revê estratégia por ser baixa chance de eleição ser anulada, dizem especialistas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou a estratégia jurídica para contestar o resultado das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026. Em vez de solicitar a anulação do segundo turno, a campanha pretende buscar a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 51,79% dos votos, alegando abuso de poder econômico. A medida seria feita por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), processo semelhante a um inquérito policial, cujo foco seria a chapa adversária e não o processo eleitoral em si. Especialistas apontam inviabilidade jurídica ao pedido de anulação, ressaltando que a diferença entre os candidatos foi de 4,4 milhões de votos, enquanto apenas 35 mil votos foram registrados após as 17h, número 100 vezes menor que a margem. O professor Fernando Neisser, da FGV-SP, e o jurista Eduardo Sant'Anna, do escritório Furtado, Simões e Sant'Anna Advogados, destacam que a falta de fundamento fático e jurídico reduz as chances de sucesso da cassação, que ainda precisaria provar impacto significativo de medidas como o reajuste do Bolsa Família, perdão de dívidas e aumento do teto de faturamento para MEIs. O texto ainda menciona críticas ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pela condução da prorrogação da votação.

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