O Banco Bmg divulgou, em 6 de novembro de 2026, lucro líquido recorrente de R$ 141 milhões no 3º trimestre, representando queda de 10,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,7% ao mesmo período de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 13,6%, abaixo de 15,5% e 16,6% nas comparações citadas. A margem financeira atingiu R$ 1,559 bilhão, alta de 3,1% no trimestre e de 15,9% na base anual. O custo de crédito chegou a R$ 682 milhões, com aumento de 12,4% trimestral e 47,0% anual. A carteira de crédito totalizou R$ 23,045 bilhões, recuando 4,2% no trimestre e 2,0% em um ano, e o índice de inadimplência subiu para 5,6% (de 4,2% e 3,9% nas bases comparativas). O CEO Felix Cardamone atribuiu a deterioração ao cenário de juros altos e ao endividamento recorde das famílias, destacando ajustes de crédito e cobrança. O vice‑presidente financeiro Flávio Pentagna Guimarães Neto explicou que o aumento do custo de crédito decorreu da venda de carteira, do maior peso do consignado privado e do endividamento familiar. O banco pretende melhorar a qualidade dos ativos nos próximos trimestres por meio de ajustes nos modelos de crédito e na operação de consignado privado.
O comportamento das taxas de juros nos próximos ciclos de política monetária, bem como a evolução do endividamento familiar. A divulgação do próximo relatório de política monetária do Banco Central do Brasil em 2026-12-01 e a publicação do índice de endividamento das famílias em 2026-12-15 são pontos críticos que indicarão se a pressão sobre a rentabilidade do Bmg irá persistir ou moderar.
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