Os contratos futuros do petróleo Brent para novembro subiram para cerca de US$108, impulsionados pela intensificação dos conflitos no Golfo Pérsico. Ataques dos Houthis do Iêmen contra a Arábia Saudita, incluindo oleodutos e instalações militares, causaram danos significativos à infraestrutura petrolífera regional e levantam preocupações sobre a duração da disrupção. A escalada da guerra e os danos físicos geram incerteza sobre a capacidade de produção e exportação de petróleo da região, resultando em um choque de oferta e aumento direto nos preços do petróleo. O aumento do preço do petróleo impacta o Brasil através do custo do combustível, podendo gerar pressão inflacionária e desvalorização do BRL. Governos e bancos centrais monitoram de perto a situação, pois a energia mais cara pode complicar as políticas de controle da inflação. Similarmente, durante a Guerra do Golfo de 1990-1991, os preços do petróleo mais que dobraram em poucos meses, de US$17 para US$40 o barril, devido à interrupção da oferta do Kuwait e Iraque, com impactos macroeconômicos globais. Acompanhar a evolução dos ataques no Golfo e a resposta das potências regionais e globais, bem como a avaliação dos danos à infraestrutura petrolífera, será crucial nos próximos dias para determinar a duração e a magnitude da disrupção. No médio prazo (3-6 meses), se os conflitos persistirem e as disrupções de oferta se tornarem estruturais, os preços do petróleo podem se estabilizar em patamares elevados, impactando o crescimento global e as decisões de política monetária.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo permaneçam voláteis e com viés de alta, com o Brent (US$109.15 hoje) podendo testar a resistência de US$115 se os conflitos se agravarem. O principal gatilho de aceleração seria um ataque direto a um grande terminal de exportação ou a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz. Um recuo abaixo de US$105 indicaria uma possível desescalada, aliviando a pressão sobre a inflação e os custos de transporte.
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