O Bitcoin (BTC) está sendo negociado abaixo da marca de US$60.000, com projeção de um fechamento trimestral no negativo, impulsionado por saídas contínuas de capital dos ETFs spot. Este cenário reflete uma clara redução na demanda institucional e de varejo por exposição direta à criptomoeda, resultando em pressão descendente sobre o preço do ativo. Consequentemente, não apenas o BTC é afetado, mas também ETFs como IBIT e GBTC, e empresas como mineradoras (MARA) e exchanges (COIN), que veem suas receitas e valuation impactados. No mercado brasileiro, a aversão ao risco pode se estender a ETFs locais como HASH11, levando investidores a reavaliar suas posições em ativos digitais. Um paralelo histórico pode ser observado no segundo trimestre de 2022, quando o BTC sofreu uma queda de aproximadamente 56% em meio a eventos de desalavancagem e saídas massivas de capital do ecossistema. O próximo gatilho a monitorar são os relatórios semanais de fluxos de ETFs e potenciais comentários do Fed, que podem influenciar o apetite por risco globalmente. No médio prazo (3-6 meses), a reversão das saídas de ETF e uma clareza regulatória serão cruciais para qualquer recuperação sustentável do Bitcoin.
Nas próximas 4-6 semanas, o Bitcoin ($59k hoje) deve permanecer sob pressão, com o risco de testar o suporte de US$55.000 se as saídas de ETFs continuarem. A recuperação dependerá da estabilização dos fluxos e de um catalisador positivo, como uma potencial mudança na política do Fed ou aprovação de novos ETFs.
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