Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada em agosto de 2026 apontou que 61% dos brasileiros de 16 a 24 anos acreditam que cada pessoa deveria poder decidir sobre o próprio fim de vida, incluindo o momento e a forma de morrer. Na população geral com 16 anos ou mais, o índice cai para 46%. O estudo, que não investigou diretamente o luto, evidencia uma diferença geracional nas atitudes em relação à morte e ao planejamento de fim de vida. A pesquisa também destaca que, embora a tradição de visitar cemitérios, flores e orações permaneça, as novas gerações buscam formas digitais de homenagear e discutir o fim da vida, como redes sociais, fotos, vídeos e relatos online. Uma tese de doutorado defendida pela Universidade de São Paulo (USP) em 2019 analisou a relação entre redes sociais e experiências de luto, mostrando que interações digitais podem fazer parte do processo de lidar com a ausência. A pesquisa sugere que a discussão sobre escolhas funerárias e de despedida pode ocorrer antes de uma perda, influenciando decisões práticas e emocionais.
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