O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (3) que não houve mudança no perfil técnico dos diretores que serão indicados ao Banco Central (BC). De acordo com ele, as reportagens feitas sobre possível mudança do perfil estão "precipitadas". Ele concedeu entrevista a jornalistas na chegada ao Ministério da Fazenda. Durigan declarou que vai tomar um tempo para fazer uma "digestão" pós-eleição e dar oportunidade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliar o cenário como um todo. O ministro declarou que não teve espaço para comentar com o presidente sobre indicações ao Banco Central. Disse ainda que não há definição se o envio dos nomes será feito em novembro. "A indicação Vai ser feita com rigor técnico, como sempre foi feito, com diferentes perfis, mas sempre técnicos, e os melhores para aquelas posições", disse. Duas pessoas podem ocupar vagas na diretoria do Banco Central, a de Política Econômica e a de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução. Os dois cargos estão sendo acumulados desde o início de 2026 por falta de indicação. Em fevereiro, encerram os mandatos de Ailton de Aquino (fiscalização) e Nilton David (política monetária). Segundo Durigan, Lula tem direito de se encontrar com quem quiser, mas que não há "nenhuma agenda colocada". O ministro declarou ainda que nada justifica uma posição de medo do mercado financeiro. Defendeu ainda que o quarto mandato do presidente fará um ajuste gradual das contas públicas, com respeito aos compromissos de campanha e justo aos mais pobres. "Há uma precipitação muito grande sobre com quem o presidente vai falar ou não, porque não há agenda colocada", disse Durigan. "Todas as matérias que estão saindo estão precipitadas. O presidente não tratou do tema depois das eleições", completou. O ministro da Fazenda, Dario Durigan Washington Costa/MF
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