A Lojas Renner (LREN3) registrou lucro líquido de R$ 246,4 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 11,8% ante igual período do ano passado. O resultado reflete um cenário de consumo mais fraco para o varejo de moda, com pressão sobre as vendas e piora do desempenho da operação de serviços financeiros. Desconsiderando efeitos extraordinários, incluindo outras receitas operacionais do varejo e juros sobre créditos tributários, o lucro líquido caiu 24,5%, para R$ 187,1 milhões. Diante da menor previsibilidade para as vendas, a Renner decidiu descontinuar suas projeções de crescimento da receita líquida de varejo para 2026 e para o período de 2027 a 2030. As demais estimativas foram mantidas, incluindo a abertura de 50 a 60 lojas neste ano. “A atual conjuntura macroeconômica e competitiva aumentou o grau de incerteza, reduzindo a previsibilidade do ritmo de crescimento da receita”, afirmou o presidente da companhia, Fabio Faccio. Outros números da Renner A receita líquida de varejo somou R$ 3,029 bilhões, recuo de 1,6% na comparação anual. As vendas em mesmas lojas caíram 2,5%, revertendo o crescimento de 3,1% registrado um ano antes. Segundo a companhia, a demanda apresentou recuperação gradual ao longo do trimestre, mas em ritmo inferior ao esperado, em meio ao endividamento das famílias e à concorrência intensa das plataformas internacionais. Apesar da retração nas vendas, a margem bruta de varejo atingiu 55,5%, avanço de 0,4 ponto porcentual e recorde para um terceiro trimestre. O desempenho foi favorecido por ganhos de eficiência operacional e pelos efeitos positivos do câmbio. O Ebitda de varejo cresceu 3,2%, para R$ 530,3 milhões, enquanto o Ebitda total ajustado recuou 3,9%, para R$ 570,9 milhões. A margem Ebitda total ajustada caiu 0,5 ponto porcentual, para 18,8%. Na Realize, braço financeiro da varejista, o resultado de serviços financeiros caiu 49%, para R$ 40,7 milhões. A deterioração foi provocada principalmente pelo aumento das perdas com crédito, em um ambiente de maior endividamento dos consumidores. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 8,7 milhões, ante saldo também negativo de R$ 19,1 milhões um ano antes. A melhora foi impulsionada principalmente pelo reconhecimento de juros sobre créditos tributários. Já os investimentos somaram R$ 236,7 milhões, alta de 18,4% na comparação anual.
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