Jack Mallers, CEO da Strike, expressou sua preocupação com a dívida dos Estados Unidos, que ultrapassou 120% do Produto Interno Bruto (PIB), argumentando que as decisões do Federal Reserve sobre juros tornam-se secundárias, pois tanto a elevação quanto o corte inevitavelmente culminarão em inflação. O mecanismo econômico por trás dessa tese reside na monetização da dívida, onde o aumento da base monetária desvaloriza o dólar. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do dólar impactaria o USDBRL e poderia gerar pressão inflacionária importada, mas também beneficiaria exportadores. Um paralelo histórico relevante é a década de 1970, quando o ouro subiu aproximadamente 300% entre 1970 e 1980 em resposta à alta inflação e incerteza econômica. O próximo gatilho a monitorar será a decisão do FOMC em 16 de setembro de 2026, com atenção aos comentários sobre o balanço do Fed e a dívida soberana. No médio prazo, a persistência de altas dívidas e pressões inflacionárias reforça a tese de ativos escassos como Bitcoin e ouro como componentes cruciais de portfólios.
Nas próximas 4-8 semanas, se o FOMC em 16 de setembro mantiver uma postura dovish ou sinalizar preocupação com a sustentabilidade da dívida, o BTC ($77k) pode testar $80k e o GLD ($4330.00) $4450. A continuidade do estresse em bonds manterá o TLT ($80.93) sob pressão, podendo levá-lo a novos patamares de baixa.
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