Nesta sexta-feira (23), o mercado financeiro brasileiro realiza o último pregão antes do segundo turno da eleição presidencial, agendado para o domingo (25). Especialistas consultados pelo InfoMoney nas últimas semanas recomendam aos investidores que evitem movimentos impulsivos, especialmente diante das pesquisas que indicam um empate técnico entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Para aqueles que já planejavam ajustes, esta é a oportunidade final antes da votação. A recomendação geral é atravessar o período eleitoral sem depender de um único resultado. Isso implica reequilibrar a carteira para a alocação-alvo e manter a reserva de emergência em aplicações de baixo risco e liquidez diária, como o Tesouro Selic. Maria Carolina Luchesi, especialista de investimentos da Hike Capital, resumiu que rebalancear a carteira reduz o risco sem apostar em um resultado específico. Os gestores apontam uma assimetria nos possíveis impactos: uma vitória de Flávio Bolsonaro tenderia a impulsionar a Bolsa, o real e os títulos públicos, mas com uma valorização menor que a observada no primeiro turno. Por outro lado, a reeleição de Lula é vista como um catalisador para uma queda mais forte, que poderia anular os ganhos recentes. O UBS Wealth Management rebaixou os pós-fixados em relatório de 14 de outubro, devido à queda da Selic. Títulos atrelados à inflação são preferidos para o longo prazo por casas como UBS, Monte Bravo, Armor Capital e Genial. Debêntures incentivadas, que ficaram para trás e pagam um prêmio maior, podem atrair compradores, conforme Ricardo Ara, gestor da Legacy Capital, mas exigem cautela com a qualidade do emissor.
O resultado do segundo turno da eleição presidencial, que será divulgado no domingo (25), é o principal fator determinante para a direção dos mercados. A precificação dos ativos na abertura do pregão da segunda-feira (26) refletirá a reação imediata dos investidores ao desfecho das urnas.
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