Dólar pode salvar a Suzano (SUZB3)? Citi mantém compra, mas corta preço-alvo; veja o que sustenta a aposta

O Citi manteve a recomendação de compra para as ações da Suzano (SUZB3), mas reduziu o preço‑alvo de R$65 para R$52, diante de perspectivas mais conservadoras para os preços da celulose de fibra curta. Em relatório divulgado na segunda‑feira (26), os analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello afirmam que a Suzano se destaca como opção defensiva após o resultado das eleições presidenciais brasileiras. A exposição ao dólar coloca a companhia entre as preferidas do Citi dentro de sua cobertura, mesmo com visão cautelosa para a trajetória dos preços da celulose no médio prazo. O banco trabalha com taxa de câmbio de R$5,33 por dólar em 2027; caso a moeda americana avance para R$5,50, o preço‑alvo da ação subiria para R$61, e a estimativa de EBITDA da Suzano para 2027 aumentaria cerca de 5%. Do lado da celulose, o Citi reconhece melhora recente no sentimento do mercado, com preços da fibra curta na China voltando a US$600 por tonelada, mas avalia que essa recuperação pode não se sustentar diante da entrada de novas capacidades de produção. Entre os projetos que podem pressionar os preços estão a nova oferta da OKI, o Projeto Sucuriú e expansões de capacidade integrada na América Latina e na China no longo prazo. A revisão das estimativas também incorpora a aquisição da KC, agora denominada Arbex. Mesmo com o corte de 20% no preço‑alvo, o Citi manteve a recomendação de compra para a Suzano, apostando que a exposição cambial pode compensar parte dos riscos de um cenário menos favorável para a celulose.

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