Diretores regionais da Dell e AMD observam que o Brasil pode ser o próximo destino de uma onda global de investimentos em data centers, após o amadurecimento dos mercados na América do Norte, Europa e Ásia. Esse cenário é impulsionado pela crescente demanda por infraestrutura de TI, especialmente para suportar avanços em inteligência artificial e digitalização no país. Tal fluxo de capital beneficiaria diretamente fornecedores de semicondutros como AMD e NVDA, além de operadoras de data centers como EQIX e DLR. Para o investidor brasileiro, isso implica potencial valorização em empresas de infraestrutura de energia como EQTL3 e FIIs de logística como HGLG11, que podem fornecer terrenos e edifícios. Um paralelo histórico pode ser visto no boom de data centers na Índia entre 2018 e 2022, que resultou em um crescimento significativo da receita de provedores locais e valorização de ativos de infraestrutura. O principal gatilho a monitorar são os anúncios concretos de grandes investimentos por provedores de cloud ou fabricantes de hardware nos próximos 6 a 12 meses. No médio prazo, o Brasil pode solidificar sua posição como um hub regional de processamento de dados, acelerando a economia digital.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se que anúncios concretos de investimentos por grandes empresas de tecnologia ou cloud sirvam como gatilhos para a valorização dos ativos relacionados. Se o fluxo de capital se materializar conforme previsto, AMD e NVDA podem ver um aumento de demanda regional, enquanto EQIX e DLR podem anunciar expansões. Para o mercado brasileiro, EQTL3 e HGLG11 devem se beneficiar do aumento da demanda por energia e imóveis para data centers. Um atraso nos anúncios ou a intensificação de desafios regulatórios podem reverter o sentimento positivo.
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