A pesquisa do CNT/MDA indica que Flávio lidera a disputa com 46% e Lula empata tecnicamente com 45%, correspondendo a 50,5% dos votos válidos para Flávio e 49,5% para o petista quando considerados apenas os votos válidos. O mecanismo de mercado envolve a expectativa de mudança nas políticas fiscais e regulatórias, que altera a percepção de risco dos investidores e pode mudar a demanda por ativos de risco no Brasil. O real, os títulos públicos brasileiros e o Ibovespa podem ser impactados, pois a direção política influencia a confiança dos investidores estrangeiros e a atratividade da dívida soberana. Caso a tendência de Lula se confirme, o mercado pode reagir ao prospecto de maior intervenção estatal e programas de gasto, enquanto uma vitória de Flávio pode reforçar expectativas de continuidade de políticas mais liberais; o canal macro‑econômico chega ao investidor através da taxa de câmbio e dos spreads de crédito. Analistas de mercado já comentam que fundos de renda fixa e gestores de carteira monitoram o spread do CDI sobre o dólar, ajustando alocações conforme a probabilidade de vitória de cada candidato. Em 2018, a eleição de Jair Bolsonaro gerou alta de 7% no Ibovespa nos primeiros dias de governo, refletindo expectativas de reformas econômicas. O próximo gatilho será a divulgação dos resultados oficiais da segunda‑volta, prevista para 30 de outubro de 2026. O desfecho dependerá da margem final entre os candidatos e da reação do mercado cambial e de crédito à luz das propostas de política fiscal.
A definição final dos resultados da segunda‑volta, prevista para 30/10/2026, determinará a direção dos fluxos de capital e dos spreads de crédito.
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