O BTG Pactual fez três mudanças em sua carteira recomendada de dividendos para novembro. Saem B3 (B3SA3), Compass (PASS3) e Cury (CURY3) para dar lugar a Caixa Seguridade (CXSE3), Vivo (VIVT3) e Ultrapar (UGPA3), em uma seleção que privilegia previsibilidade de resultados, geração de caixa e distribuição de proventos. Entre as novidades, a Ultrapar chega com um possível gatilho. O banco vê espaço para o anúncio de dividendos extraordinários em dezembro ou junto aos resultados do quarto trimestre, em fevereiro. Segundo os analistas, a companhia teria capacidade para distribuir aproximadamente R$ 2 bilhões referentes ao segundo semestre de 2026, valor equivalente a cerca de 6% de seu valor de mercado. A carteira segue com dez ações. Itaú Unibanco (ITUB4) e Petrobras (PETR4) mantêm as maiores participações, com 15% cada. Por que Caixa Seguridade, Vivo e Ultrapar entraram? A Caixa Seguridade ganha espaço pela combinação de crescimento previsível do lucro, dividendos e capacidade de se beneficiar de juros elevados por mais tempo. Na avaliação do BTG, os seguros de longo prazo ajudam a limitar as oscilações dos resultados, enquanto o crédito imobiliário e a expansão das reservas de previdência sustentam a operação. Mesmo com a pressão sobre o seguro prestamista, que cobre obrigações financeiras em situações previstas em contrato, o resultado das aplicações financeiras oferece uma compensação. Para 2027, o banco projeta crescimento de 10% do lucro líquido e retorno em dividendos próximo de 7%. Já a Vivo entra apoiada na recorrência das receitas, na geração de caixa e na remuneração aos acionistas. O BTG destaca a liderança no mercado móvel, a expansão da fibra e o avanço em serviços digitais. No caso da Ultrapar, o banco considera que a ação voltou a apresentar uma avaliação atrativa. Os papéis negociam a cerca de 8,8 vezes o lucro estimado para 2027, abaixo da média de aproximadamente 11,5 vezes dos últimos cinco anos. O BTG espera resultados fortes da Ipiranga no terceiro e no quarto trimestres de 2026, com margens elevadas e crescimento de volumes. Embora o eventual fim dos subsídios ao diesel deva normalizar as margens, os analistas avaliam que esse cenário já está amplamente incorporado ao preço da ação. A percepção de maior disciplina financeira também sustenta a recomendação, com a administração concentrada em controlar o endividamento e ampliar a distribuição de recursos aos acionistas. Itaú e Petrobras seguem com os maiores pesos O Itaú permanece como o banco de grande porte preferido do BTG. Em um ambiente de juros altos e preocupação com a qualidade do crédito em 2027, os analistas destacam a gestão de riscos e a solidez do balanço como fatores para preservar a rentabilidade. Para a Petrobras, a avaliação é que o resultado das eleições presidenciais dificilmente alterará a direção estratégica e as perspectivas financeiras da companhia. O banco vê uma combinação de produção elevada, menores custos de extração e forte utilização das refinarias. O plano estratégico previsto para 23 de novembro aparece como um evento importante para esclarecer as perspectivas de investimentos, geração de caixa e dividendos. Entre os demais nomes mantidos, a Vale (VALE3) combina disciplina de investimentos e oportunidades em metais básicos, especialmente cobre. O BTG pondera, porém, que o endividamento e o cenário mais fraco para o minério de ferro limitam o espaço para dividendos extraordinários. A Sabesp (SBSP3) segue entre as preferências do banco para os próximos seis a 12 meses, apoiada na perspectiva de crescimento dos resultados e em ganhos de eficiência após a privatização. Confira a carteira de dividendos do BTG para novembro EmpresaCódigoPesoDividend yield estimado para 2027Itaú UnibancoITUB415%6,5%PetrobrasPETR415%8,0%Caixa SeguridadeCXSE310%7,1%ValeVALE310%8,8%SabespSBSP310%2,7%CopelCPLE310%6,9%Telefônica Brasil — VivoVIVT310%9,4%Axia EnergiaAXIA310%9,2%AllosALOS35%10,1%UltraparUGPA35%4,6% Como foi o desempenho em outubro? A carteira de dividendos do BTG recuou 11% em outubro, enquanto o Índice Dividendos (IDIV) e o Ibovespa caíram 9,9% cada. Apesar da queda, a seleção acumula alta de 2,6% em 2026, ante avanço de 2% do IDIV. Desde o início da estratégia, em novembro de 2019, o retorno acumulado é de 132,5%, contra 91,4% do índice de dividendos e 56% do Ibovespa. CONTEÚDO BTG PACTUAL Gostou da carteira recomendada para este mês? Veja mais detalhes sobre os ativos selecionados pelos analistas, a rentabilidade teórica da carteira e veja como investir nela pelo BTG Pactual. Clique aqui.
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