Circuit breaker acionado na Bolsa brasileira pela primeira vez após eleição

A Bolsa brasileira registrou 24 episódios de circuit breaker desde 1997. O mecanismo, que suspende temporariamente as negociações quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior, foi acionado nesta segunda-feira, 26 de outubro, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito para o quarto mandato. Foi a primeira vez que uma eleição presidencial causou o acionamento do mecanismo na história da B3; até então a última interrupção havia ocorrido em março de 2020, durante a crise financeira da pandemia de covid-19. Lula venceu com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL). O resultado contrariou expectativas de parte dos investidores, que haviam apostado em vitória da oposição e passaram a desfazer posições montadas nas semanas anteriores à votação. O circuit breaker interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte queda do mercado. A suspensão desta segunda-feira atingiu a negociação de ativos à vista, de títulos de renda fixa privada e de opções referenciadas em ações, BDRs, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX‑50 Índice Small Cap e ETFs. As negociações são suspensas por 30 minutos quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento do dia anterior. Após a retomada, se o índice cair 15% em relação ao fechamento anterior, os negócios são suspensos novamente por uma hora; A primeira vez que a B3 acionou o circuit breaker foi em 1997, durante a crise financeira na Ásia.

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