Brasil encerra COP30 com mapas do caminho e cobra ação de ministros

O Brasil encerrou sua presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças do Clima, a COP30, apresentando mapas do caminho para o combate ao desmatamento e para a transição energética. André Corrêa do Lago, presidente da COP30, afirmou em entrevista à Reuters que é crucial a entrada de ministros de Finanças, Infraestrutura e Transportes nas mesas de discussão para a implementação das promessas já feitas, pois, em sua opinião, não são necessárias mais negociações. Os dois temas são considerados essenciais para tentar limitar o aquecimento global em 1,5 grau Celsius, uma meta que muitos cientistas já veem como impraticável. As dificuldades incluem a falta de disposição de alguns países produtores de petróleo em investir em energias renováveis e a carência de financiamento para o controle do desmatamento. O mapa da transição energética propõe diagnósticos e resoluções regulatórias até 2028, início de mudanças de infraestrutura até 2030, e aumento massivo da oferta de energia renovável entre 2031 e 2033. Dados da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) mostram que a capacidade global de energia renovável atingiu um recorde de 5.149GW no final de 2025, um aumento de 692GW em relação a 2024. No entanto, a maior parte dessa energia limpa tem suprido novas demandas, e não substituído combustíveis fósseis. Países produtores de petróleo, com apoio dos Estados Unidos no governo Joe Biden, resistiram à inclusão do mapa do caminho no documento final da COP30 em Belém.

Análise

O próximo balanço global em 2028 será um marco importante para avaliar o progresso dos diagnósticos e planejamentos. Além disso, a apresentação das novas NDCs em 2030 definirá o grau de ambição e compromisso dos países.

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