Petróleo sobe após ataque a petroleiro no Estreito de Ormuz

Na sexta‑feira, 30 de outubro, os preços do petróleo subiram, encaminhando‑se para o quarto ganho mensal consecutivo, após a UKMTO confirmar que um petroleiro foi atingido por dispositivos explosivos no Estreito de Ormuz, principal rota de exportação do Golfo. Os contratos futuros de Brent para dezembro avançaram US$ 1,83, ou 1,59%, para US$ 116,70 o barril, e os do West Texas Intermediate (WTI) subiram US$ 1,38, ou 1,35%, para US$ 103,40 o barril. No acumulado do mês, Brent acumulava alta de quase 11% e WTI, valorização de 14%. Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Marquee, atribuiu a elevação à persistência dos confrontos perto do estreito e à incerteza sobre um caminho diplomático viável. Na quinta‑feira anterior, os houthis alegaram ataques a refinarias sauditas, incluindo Ras Tanura e Abqaiq, enquanto a coalizão saudita interceptou um míssil de cruzeiro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que o vice‑presidente JD Vance tentou contato com o Irã para facilitar suprimentos médicos, mas Teerã ainda não respondeu. Em reação ao clima de insegurança, ExxonMobil (XOM) e Chevron cancelaram a viagem de seus executivos à maior feira de petróleo dos Emirados Árabes Unidos. Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, alertou que as eleições parlamentares em Israel e as legislativas nos EUA podem ampliar a volatilidade nos próximos quinze dias, mas espera que o preço do barril se mantenha entre US$ 70 e US$ 90, acima do patamar pré‑guerra de US$ 60 a US$ 70.

Análise

A definição do desfecho dependerá da evolução das hostilidades no Estreito de Ormuz e das respostas diplomáticas nos próximos quinze dias, especialmente a comunicação entre os Estados Unidos e o Irã e a efetividade das ações de intercepção da coalizão saudita, com informações previstas para divulgação até 2026-11-15.

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