Inflação Perto de Zero Reduz Atratividade de Títulos Tesouro IPCA+

A inflação mensal de 0,07%, próxima de zero, "emagrece" os retornos dos títulos Tesouro IPCA+, que passam a depender quase exclusivamente do juro real. Este mecanismo econômico reduz a parte nominal do rendimento indexado à inflação, transferindo o foco para a taxa de juro real contratada no momento da compra. Fundos de recebíveis imobiliários com exposição a IPCA, como MXRF11, podem ver sua rentabilidade nominal pressionada, enquanto ETFs de renda fixa prefixada, como LFIX11, tornam-se mais atrativos. Para o investidor brasileiro, o cenário de baixa inflação pode permitir cortes na Selic no futuro, beneficiando ações de varejo como MGLU3 e construtoras como CYRE3, e FIIs de tijolo como HGLG11. Em 2017, com inflação similarmente baixa, houve uma forte migração para ativos de risco e prefixados, resultando em valorização de ~15% no Ibovespa e queda nas taxas de prefixados. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação do IPCA de setembro e a próxima reunião do Copom, que pode sinalizar a continuidade do ciclo de cortes de juros. No médio prazo, se a inflação persistir baixa, o horizonte é de taxas de juros reais menores, incentivando o mercado de capitais e desaquecendo o interesse por títulos de proteção inflacionária.

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