A rúpia indiana (INR) registrou ganhos significativos, impulsionada pela captação de US$136 bilhões pelo Reserve Bank of India (RBI) através de suas medidas de levantamento de capital. Este volume, que superou as expectativas, reforça substancialmente as reservas cambiais do RBI, elevando sua capacidade de intervir no mercado para estabilizar ou defender a moeda. O fortalecimento do INR tende a beneficiar ETFs de ações indianas, como INDA, e grandes instituições financeiras locais, como HDB e IBN. Embora o impacto direto no Brasil seja limitado, a percepção de estabilidade em grandes mercados emergentes pode reduzir o prêmio de risco para moedas como o Real, influenciando o USDBRL. Em 2013, após o 'taper tantrum' do Fed, a Índia implementou medidas semelhantes para estabilizar a rúpia, resultando em um período de apreciação da moeda. A próxima reunião do comitê de política monetária do RBI será um ponto de monitoramento para sinais sobre a utilização dessas reservas e futuras políticas cambiais. No médio prazo, o aumento das reservas cambiais pode proporcionar ao RBI maior flexibilidade para manter políticas acomodatícias ou gerenciar choques externos sem desestabilizar a rúpia.
A rúpia indiana deve manter sua trajetória de valorização nas próximas 4-8 semanas, com o ETF INDA podendo testar novas máximas históricas. O gatilho para uma aceleração seria a manutenção de taxas de juros competitivas pelo RBI, atraindo mais investidores. No curto prazo (2-4 semanas), espera-se que o INR aprecie 1-2% contra o dólar, com a possibilidade de INDA subir 3-5% se o sentimento global de risco permanecer favorável.
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