Os investidores estrangeiros encerraram outubro com entrada líquida de R$ 8,2 bilhões na Bolsa brasileira, segundo dados da B3. O fluxo positivo marcou a maior entrada mensal desde o início do segundo semestre, revertendo a retirada de R$ 18,1 bilhões registrada em agosto, o pior mês de 2026. Em setembro, já havia sido registrado aporte de R$ 9,1 bilhões. O destaque do mês ocorreu logo após o primeiro turno das eleições, quando estrangeiros aportaram R$ 13 bilhões em apenas uma semana, dos quais R$ 10 bilhões foram alocados na sessão seguinte ao pleito em 5 de outubro. No pico anterior ao segundo turno, o fluxo chegou a quase R$ 21 bilhões, mas o mercado registrou saída líquida de R$ 2,8 bilhões no pregão pós‑segundo turno, além de retiradas de cerca de R$ 4 bilhões nas sessões imediatamente anteriores. Analistas questionaram se a realização de lucros estaria predominando após a forte valorização dos ativos entre os turnos. Enquanto os estrangeiros retiravam recursos, investidores individuais locais compravam. Entre os dois turnos, ações sensíveis ao cenário doméstico – bancos, varejo e estatais – valorizaram, refletindo expectativas de mudanças econômicas e fiscais. O investidor estrangeiro responde por aproximadamente 60% do volume negociado na B3, sendo um fator determinante para movimentos de preços e índices.
A definição do desfecho dependerá da consolidação dos resultados eleitorais e das primeiras leituras de indicadores macroeconômicos (inflação, taxa Selic e confiança do consumidor) divulgados nas semanas seguintes ao segundo turno, especialmente os dados de inflação CPI de novembro e a decisão do Copom em dezembro.
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