O governo dos EUA permitiu a expiração dos créditos fiscais de US$7.500 para EVs novos e US$4.000 para usados no final de setembro do ano passado, provocando uma corrida de compras nos três primeiros trimestres e uma queda drástica no último. A remoção desses incentivos diretos aumenta o custo de aquisição para o consumidor final, reduzindo a atratividade dos EVs e desacelerando a demanda, o que afeta diretamente as vendas e a capacidade das montadoras. Fabricantes como TSLA, RIVN, F e GM enfrentarão menor volume de vendas e pressão sobre as margens no mercado americano, enquanto empresas de infraestrutura de carregamento como CHPT também sentirão o impacto da desaceleração na adoção de EVs. Embora o impacto direto no Brasil seja limitado, a desaceleração do mercado de EVs nos EUA pode influenciar a estratégia global de montadoras com presença no país. Historicamente, a remoção de subsídios governamentais, como o fim do crédito fiscal para energia solar na Alemanha em 2012, resultou em uma contração significativa do mercado e falências de empresas. Os próximos dados de vendas de veículos elétricos nos EUA no primeiro e segundo trimestres deste ano serão cruciais para medir a extensão da desaceleração. No médio prazo (6-12 meses), a indústria de EVs nos EUA pode enfrentar um período de ajuste, com possível consolidação, e as montadoras precisarão inovar em custos ou preços para sustentar o crescimento sem os incentivos fiscais.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se que as vendas de EVs nos EUA permaneçam sob pressão, com as montadoras lutando para estimular a demanda sem os créditos. Um gatilho para uma potencial recuperação seria o anúncio de novos incentivos estaduais ou federais ou uma inovação significativa que reduza os custos de produção de EVs. Caso contrário, a desaceleração pode se estender por todo o ano de 2026, com impacto negativo nos resultados trimestrais das empresas do setor.
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