Cobre Quase Atige Recorde com Estoques Baixos e Demanda Chinesa

O cobre fechou a terça-feira a US$14.783 por tonelada métrica na London Metal Exchange, apenas US$92 abaixo do recorde de US$14.875 estabelecido em 10 de setembro, estendendo sua sequência de ganhos para seis sessões. A valorização é impulsionada pela forte demanda de compradores chineses que estão repondo estoques antes de feriados consecutivos, somada à contínua drenagem dos inventários em armazéns de Shanghai e Londres, indicando escassez de oferta spot. Para o investidor brasileiro, a alta do cobre impacta positivamente empresas com exposição à mineração e exportação de commodities, embora possa pressionar setores industriais que utilizam o metal como insumo. Bancos centrais globais e governos podem monitorar a inflação de commodities, especialmente metais industriais, como um termômetro da demanda global e um potencial vetor de pressão inflacionária. Historicamente, em 2006-2008, o cobre também viu ralis significativos impulsionados pela demanda chinesa e restrição de oferta, com o preço subindo mais de 150% antes da crise financeira global. O próximo gatilho a monitorar será a retomada da atividade chinesa pós-feriados e os dados de inventário semanais, que fornecerão clareza sobre a sustentabilidade da demanda. No médio prazo, a transição energética global e a infraestrutura de veículos elétricos e energias renováveis mantêm um cenário bullish estrutural para o cobre, com potenciais testes de novos recordes.

Análise

O cobre ($14,783/tonelada LME) está a um passo do recorde e deve testar a marca de $15,000 nas próximas 2-4 semanas, impulsionado pela dinâmica de oferta/demanda chinesa e baixos estoques. A sustentabilidade desta alta dependerá da continuidade da demanda industrial e da ausência de choques macroeconômicos globais que possam frear o crescimento.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real