A guerra entre Irã e o estreito de Hormuz impediu a retomada significativa das exportações de GNL do Oriente Médio, criando um déficit de cerca de 20% da oferta mundial diária. Desde março, apenas algumas cargas conseguiram atravessar o estreito, mas seu volume é insuficiente para aliviar a escassez. Essa interrupção reduz a liquidez do mercado de gás natural, elevando os preços à medida que a demanda permanece estável. Os produtores de energia que comercializam GNL, como Exxon Mobil e Chevron, podem registrar receitas maiores devido ao preço mais alto do combustível. O ETF UNG, que replica contratos futuros de gás natural, também reflete esse aumento de preço. O desfecho dependerá da retomada das rotas marítimas e da capacidade de novos contratos de GNL suprirem a demanda. Enquanto isso, os consumidores de energia e indústrias intensivas em gás enfrentarão custos mais elevados.
A retomada efetiva das rotas de GNL pelo Estreito de Hormuz, observada em relatórios de tráfego marítimo publicados nas próximas semanas, definirá se a oferta volta ao nível pré-conflito. Dados de importação de LNG pelos principais consumidores (EUA, Europa) nos relatórios semanais da EIA também confirmarão a direção do mercado.
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