O FTSE 100 apresentou valorização, reagindo positivamente a dois fatores macroeconômicos e geopolíticos relevantes. O relatório de payroll dos EUA, que indicou um mercado de trabalho mais fraco, aumentou as expectativas de que o Federal Reserve possa adotar uma postura mais dovish em relação aos juros. Concomitantemente, uma pausa nas negociações de tensões com o Irã diminuiu o risco geopolítico, especialmente no mercado de petróleo. Essa combinação de fatores cria um ambiente de 'risk-on', onde investidores buscam ativos de maior retorno em vez de refúgios. Para o investidor brasileiro, o sentimento global positivo pode refletir em um suporte para o Ibovespa (BOVA11) e uma possível valorização do Real frente ao Dólar (USDBRL). Em 2019, payrolls fracos nos EUA levaram o Fed a cortar juros, impulsionando o S&P 500 em aproximadamente 15% no segundo semestre. Os próximos dados de inflação (CPI) e a reunião do FOMC serão cruciais para confirmar as expectativas de corte de juros. No médio prazo, a persistência de dados econômicos fracos nos EUA e a manutenção de um cenário geopolítico estável podem sustentar o rally de risco.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve precificar ativamente a probabilidade de cortes de juros do Fed, com o FTSE 100 buscando resistência em 26.000 pontos. Os próximos relatórios de inflação e os comentários de membros do FOMC serão os principais gatilhos para determinar a trajetória dos ativos de risco.
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