Na edição de 29 de outubro do podcast "Money Talks" do The Economist, Howard Marks, co‑presidente da Oaktree Capital Management, expressou preocupação com o crescente endividamento de empresas de inteligência artificial (IA). Ele questiona se os investidores deveriam optar por empréstimos, que oferecem retorno fixo, ou por ações, que permitem participação nos lucros futuros, diante da alta incerteza sobre a evolução do setor. Em fevereiro, Marks já havia advertido que a velocidade de desenvolvimento da IA dificulta previsões de longo prazo. Recentemente, Blackstone e bancos de Wall Street aprovaram um financiamento de aproximadamente US$ 63 bilhões para equipamentos de rede e processadores Broadcom (AVGO) da Anthropic, dos quais US$ 43,5 bilhões são empréstimos senior first‑lien organizados por Bank of America, Citigroup e Morgan Stanley, segundo a Reuters. Broadcom também oferece suporte contra a queda no valor residual dos equipamentos. O financiamento exemplifica a complexidade crescente das estruturas de crédito em IA, que agora envolvem bancos, mercados de dívida, fundos de crédito privado e entidades de financiamento especializadas. O texto menciona que Nvidia, Micron, Palantir e Alphabet têm gerado lucros recorde de US$ 46 bilhões, o que tem pressionado a elite de Wall Street.
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