Especialistas consultados pelo Broadcast afirmam que o modelo de ajuste fiscal implementado na Argentina por Javier Milei é incompatível com a realidade brasileira, apesar do consenso sobre a necessidade de ajuste no Brasil. A inviabilidade do modelo argentino para o Brasil implica que o país deverá buscar alternativas para a consolidação fiscal, influenciando as expectativas de trajetória da dívida pública, inflação e taxa de juros. Para o investidor brasileiro, a falta de um caminho claro para o ajuste fiscal pode manter a Selic em patamares elevados por mais tempo e pressionar os custos de captação de empresas. Historicamente, países que falharam em implementar ajustes fiscais sustentáveis, como o Brasil em meados de 2014-2015, viram sua dívida/PIB escalar e a confiança de investidores se deteriorar. O próximo evento a monitorar será a apresentação de propostas concretas do governo para o arcabouço fiscal e a reforma tributária. No médio prazo, a capacidade do Brasil de definir e executar um plano de ajuste fiscal crível será determinante para a estabilidade macroeconômica e a atração de investimentos.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado aguardará a sinalização de um plano fiscal detalhado pelo governo. O gatilho de reversão seria a apresentação de medidas fiscais concretas e factíveis com apoio do congresso.
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