Anna Paulson, do Federal Reserve de Philadelphia, afirmou que ela e seus colegas provavelmente precisarão elevar as taxas de juros 'modestamente' para reconduzir a inflação à meta. Esta sinalização hawkish eleva as expectativas de custo de capital, impactando negativamente o valor presente de fluxos de caixa futuros e o endividamento corporativo e do consumidor. No Brasil, a perspectiva de juros mais altos nos EUA pode pressionar o BRL frente ao USD, e impactar negativamente o Ibovespa (BOVA11) devido à saída de capital de risco e ao aumento do custo de rolagem da dívida. Historicamente, ciclos de aperto monetário agressivo, como o de 1994, resultaram em quedas significativas em ações de tecnologia e mercados emergentes, com o S&P 500 caindo cerca de 9% naquele ano. A atenção do mercado se voltará para os próximos dados de inflação e emprego dos EUA, bem como para declarações de outros membros do FOMC para confirmar a unanimidade desta visão. No médio prazo, a persistência da inflação pode levar a um ciclo de aperto prolongado, mantendo a pressão sobre múltiplos de valuation e favorecendo a alocação em ativos com menor duration.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado deve precificar mais 25-50 bps de aumento de juros pelo Fed. O gatilho principal será o payroll de 2 de outubro e o próximo CPI.
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