Na sexta‑feira, 30 de outubro de 2026, as taxas dos títulos de prazo mais curto do Tesouro Direto abriram em queda, enquanto as dos vencimentos mais longos permaneceram praticamente estáveis. O Tesouro IPCA+ 2032 registrou o maior recuo, de 9 pontos‑base, passando de IPCA + 7,98 % no fechamento de quinta‑feira para IPCA + 7,89 %. Entre os prefixados, o Prefixado 2029 caiu 6 pontos‑base, de 14,95 % ao ano para 14,89 %. Outros títulos apresentaram variações menores, como o Prefixado 2032 (15,38 %) e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 (15,23 %). Os papéis atrelados à inflação de prazo mais longo subiram 1 ponto‑base cada, para IPCA + 7,27 % (2050) e IPCA + 7,47 % (2045). O movimento iniciou‑se na segunda‑feira, primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando os prefixados tiveram a maior alta diária da série histórica. Ao longo da semana, o Tesouro Nacional cancelou todos os leilões de venda previstos e realizou três recompras, somando cerca de R$ 31,6 bilhões. O mercado segue atento à política fiscal do quarto mandato; a escolha do ministro da Fazenda não deve ocorrer antes de dezembro. O secretário do Tesouro, Daniel Leal, negou discussões sobre cobrança de IOF em títulos isentos. O Banco Central informou que a dívida bruta atingiu 82,93 % do PIB em setembro, o maior nível em mais de cinco anos. Na manhã, o dólar subia 0,51 % a R$ 5,415 e os juros futuros abriram em alta. Nos Estados Unidos, os índices futuros de Nova York recuavam, com o Nasdaq caindo cerca de 2,5 % após balanços abaixo do esperado da Amazon (AMZN) e da Intel (INTC).
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